Tratamento Acústico?

  • Por que fazer tratamento acústico?

O ruído é um fenômeno que não vemos, mas é extremamente prejudicial à saúde, podendo provocar fadiga, stress, irritabilidade e em casos extremos até surdez, dependendo do tempo de exposição e do seu nível sonoro.

O Tratamento Acústico tem como objetivo evitar a interferência do ruído nas mais diversas atividades, proporcionando ambientes mais saudáveis e adequados ao trabalho e ao lazer.


  • O que é o isolamento acústico?

 É a capacidade de um material em bloquear o som ou ruído de um ambiente ao outro.

O isolamento do ruído aéreo, caracterizado por vozes, trânsito, aviões ou música, é feito com barreiras, como paredes, divisórias, portas ou janelas. Quanto maior o peso ou a massa destes componentes, maior o seu índice de isolamento acústico.

O isolamento de ruído de impacto, como passos do apartamento superior, é transmitido via estrutura, ou seja, pela vibração que caminha através de teto e paredes, chegando até o receptor (quem ouve). O isolamento deste tipo de ruído exige um sistema de amortecimento, como pisos flutuantes, evitando que o impacto “alcance” a estrutura principal. A utilização de forros no andar de baixo são pouco eficientes, pois atenuam parte do ruído proveniente do teto, permitindo ainda a passagem da parcela de ruído transmitida pelas paredes.


  • O que é a absorção sonora?

 É a capacidade dos materiais porosos (espumas) e fibrosos (lãs, tecidos e forros minerais) de converter parte do som que incidente sobre eles em calor. A outra parte é refletida de volta ao ambiente. Quanto maior a parcela absorvida, maior o coeficiente de absorção sonora de um revestimento ou forro.

A absorção dos materiais medida em laboratórios, conforme normas nacionais/internacionais, é representada em índices por faixa de freqüência, dentro da faixa audível para ouvido humano.

O NRC – Coeficiente de Redução de Ruído (Noise Reduction Coefficient) é a média simples dos coeficientes de absorção nas freqüências de 250, 500, 1000, 2000 Hz, (as faixas centrais da sensibilidade do ouvido humano), e representa a performance de absorção sonora de um material acústico.

SRA – Índice de Absorção da Voz (Speech Range Absorption) é a média simples da absorção sonora de um material nas faixas de freqüência da fala (media de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz). Similar ao NRC, mas representa melhor os efeitos de absorção em ambientes como escritórios, auditórios, call centers, aonde a voz é predominante.

αw -Coeficiente de absorção sonora ponderado, alfa “w”. (10.2) – O coeficiente αw representa, em um índice único, uma estimativa da absorção média de produtos que podem ser utilizados na análise de situações rotineiras como aquelas de escritórios, salas de aula, hospitais etc. Para ambientes com características especiais, deve ser usado o conjunto completo de dados de absorção em função da freqüência.


  • O que é reverberação e tempo de reverberação?

Reverberação é o “aumento” do som devido a sua contínua reflexão pelas superfícies de um ambiente fechado, como salas de aula, restaurantes, escritórios, igrejas. Depende das características de revestimento e volume de cada ambiente. Quanto maior a área de superfícies lisas e polidas, como pisos, vidros e gesso, maior a reverberação.

Tempo de Reverberação – Mede a qualidade acústica de um ambiente fechado, e se está adequado à sua utilização. Refere-se ao intervalo de tempo, em segundos, requerido para que a intensidade do som reduza em 60 dB após ser emitido. Em outras palavras, o Tempo de Reverberação refere-se ao atraso do som refletido em relação ao som direto, podendo enriquecer ou prejudicar a inteligibilidade quando chega com um atraso muito grande, por isso é um dos índices mais utilizados para determinar a qualidade acústica de um ambiente.

O que é Eco?
Som refletido que produz uma repetição distinta do som original. Um exemplo de reverberação com atraso suficiente para permitir a percepção de dois sons distintos, resultante da diferença entre os instantes de chegada de ondas sonoras que percorrem caminhos diferentes mas que se originam na mesma fonte.


  • A acústica integrada na ambientação de escritórios

Se propusermos a palavra escritório para uma pessoa, é muito provável que ela pense, em primeiro lugar, em muita gente, em corre-corre, em computadores, em telefones, impressoras, etc. Se, ao invés de simplesmente escritório, falarmos em ambiente de escritório, existe grande probabilidade de que essa pessoa idealize algo que ela própria gostaria de desfrutar, envolvendo gente motivada, numa atmosfera propícia, funcional, de bom gosto, bem iluminada e bem condicionada termicamente.

É assim que pensam os empresários quando querem sinalizar para o mercado o padrão de qualidade decidido para suas empresas.

Há, porém, nisso tudo, um importantíssimo esquecimento, que é justamente o modo de conciliar muita gente, corre-corre, computadores, impressoras, telefones, etc., com uma ambientação que não prejudique a boa disposição das pessoas, de modo que seu grau de motivação não fuja do padrão geral de qualidade pretendida.

Esse esquecimento compromete uma abordagem de projeto que no exterior se conhece por “acústica de escritórios”, e que entre nós, paradoxalmente, ainda não é costumeira nos projetos de arquitetura.


  • A acústica integrada na ambientação de ESTÚDIOS DE GRAVAÇÃO

Dependendo do ramo de atividade de uma empresa, a qualidade do processo produtivo pode ser implantada em etapas, podendo-se também escalonar a melhoria dos seus ambientes funcionais desde que as condições iniciais não sejam impeditivas, ou seja, desde que não tenham sido tão mal resolvidas, a ponto de tornarem impraticáveis quaisquer ajustes posteriores.

Porém, em se tratando de estúdios de gravação, as possibilidades de ajustes são muito restritas, já que gravar sons com qualidade exige a busca da perfeição para esse ambiente, o que, por sua vez, implica no previa opção empresarial pela oferta, também no Brasil, das condições de excelência que nossos músicos e artistas acostumaram-se a ir buscar em estúdios no exterior.

Tais condições de excelência dependem de um projeto de instalações impecavelmente bem resolvido, desde o momento inicial da sua concepção. Em tudo devem-se buscar condições, as mais favoráveis possíveis, na definição de todos os detalhes do estúdio, para que esteja à altura dos elevados padrões de qualidade de processamento de sinais dos equipamentos disponíveis atualmente e das expectativas dos artistas mais exigentes.

O projeto deve integrar as melhores opções para os volumes internos, para a graduação das absorções sonoras dos seus espaços acústicos para o rigoroso controle de sons, vozes e ruídos intrusos, sejam eles oriundos do meio externo, sejam de dependências anexas ou ainda do próprio mobiliário do estúdio, de suas instalações de ar condicionado e de outros equipamentos.


  • A acústica integrada na ambientação de INDÚSTRIAS

Poeticamente afirma-se que a indústria orquestra a sinfonia do desenvolvimento. Os industriais, como os maestros, sabem, porém, que isso só se consegue com inspiração e muita transpiração. Em meio à acirrada concorrência em que vivem, a inspiração vem sendo cada vez mais decisiva para o sucesso e os conduz pelos caminhos mais diversos, porém sempre no sentido da tecnologia e da qualidade do processo produtivo.

Os que têm se saído melhor são justamente os que entenderam que, se buscam a qualidade como um diferencial de seus produtos, ela tem que estar incorporada ao processo produtivo como uma espécie de mentalidade, um empenho solidário de todos, em que cada um põe o melhor de si, de suas idéias e de seu preparo, em prol do êxito coletivo.

Chegar a esse estado de graça entre o senhor das máquinas e suas dezenas, centenas ou milhares de sócios, não é fácil, em meio a complicadas injunções de natureza econômica, política e social. Mas não há outra saída, e a busca, se já não começou, deve começar sem demora.

A qualidade da disposição de todos para com a empresa depende de um intrincado equacionamento de reciprocidades, com dosagens variadas, porém todas no terreno qualitativo. É o que se entende por qualidade integrada do ambiente de trabalho, tomado no sentido amplo, isto é, nos aspectos físico e psicológico.

Nesse contexto cada indústria dará atenção diferenciada a cada um desses aspectos, conforme suas circunstâncias operacionais especificas. Porém o ambiente físico, o local de trabalho propriamente dito, jamais poderá ser esquecido.

É esse o assunto que será desenvolvido a seguir, com o enfoque da ambientação termo-acústica-ilumínica, por ser um dos mais negligenciados e mal resolvidos, em inúmeros projetos de instalações industriais.


  • Isolar o som do apartamento para não incomodar vizinhos

Com o crescimento das cidades e a necessidade de reduções de custo nas construções, este tipo de problema vem sendo muito comum em novas construções e em construções mais antigas. Basta o morador do andar superior ter um piso de madeira ou pedra (granito, mármore, etc), para que todo som de passos de saltos altos ou queda de pequenos objetos sejam ouvidos com extrema clareza no andar inferior.

Para resolver este problema, Davi Akkermann, da Harmonia Acústica Arquitetura e engenharia, diz que a solução é radical. “Ele terá que trocar o piso e escolher um revestimento que permita a colocação de barreiras de impacto”.
A sugestão para quem quer pisos de madeira ou laminados é a utilização da manta resiliente, um acessório opcional para este piso, facilmente encontrado no mercado.

“A reclamação de barulhos entre andares é a campeã na área de conforto acústico, hoje em dia”.

Segundo Akkerman, a medida mais eficiente no bloqueio do som entre pavimentos deveria ser feita durante a obra. “O ideal é fazer um piso flutuante”, ensina.